sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sábado, 28/02 - Escola Aprendizem, banheiro feminino

Ta bom, eu não consegui não enfiar esse diário na bolsa. Eu senti que ia precisar escrever o que estaria acontecendo.
Pois bem.
Era 8:30, e como o Tom disse, ele estava me esperando lá em baixo. Desci, cumprimentei ele e tá. Fomos com o carro do pai dele, que levou a gente. Chegamos lá, e estava, desculpem-me mas, UMA BAITA RAÇA lá dentro. Tipo, o colégio inteiro. Dane-se.
Aí ele entregou os convites pra um alguém que estava na porta, pra receber os convites(óbvio), foi até a mesinha de comidas e bebidas e me trouxe um ponche e pegou um pra ele. Ai a gente ficou lá, sentados numa mesinha - tinha várias espalhadas pelo salão, que  na verdade era o ginásio, decorado -, conversando sobre a escola e tal.
Do nada, ele me perguntou por que mesmo que eu ainda não estava pronta pra sair quando ele me ligou.
Não consegui mentir e disse pra ele que eu tinha esquecido, por conta das outras coisas que estavam acontecendo e tal. "De boa, relaxa, nem precisava de ter mentido antes".
Fiquei mal por ele ter dito "mentido", sei lá, eu sei que foi isso, mas...tanto faz.
Ai começaram as músicas mais lentas, e ele me convidou pra dançar.
Então, fomos pra pista de dança, e eu fiquei com a cabeça deitada no ombro dele - ele deve ter uns...1, 83, sei lá. E eu reparei numa coisa.
Ele é MUITO cheiroso. Sério. Não sei o perfume, mas é muito bom. Minha vontade era passar a noite lá, no ombro dele. Até parece.
Sei que...
Pera ai, eu acho que conheço essa voz...quem tá no banheiro...?

Sábado, 28/02 - quarto, se arrumando

Ele acabou de me ligar pra perguntar se eu estava pronta.
O Tom, quero dizer.
Bom, o fato é que eu simplesmente não consegui contar a verdade pra ele, ou seja, que eu havia esquecido completamente, até porque, imagina chegar e dizer:
"Olha Tom, eu esqueci total que você me convidou para aquele baile, porque tipo, eu tava MEIO  ocupada com a louca da minha família, mais especificamente, com minha tia e prima."
Não! Tipo, nunca que eu ia falar isso. Ia ficar muito mal, e ele provavelmente iria me desconvidar ou achar que eu sou completamente maluca. O que não deixa de ser verdade. Mas dane-se.
Eu devia estar terminando de me arrumar, sei lá, na maquiagem, e não escrevendo.
E eu não vou levar esse caderno pra lá.
Não mesmo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Sábado, 28/02

Aula de português.
Lendo a matéria do livro.
De repente um texto.
"Somos únicos, insubistituíveis, inéditos, distintos. Por isso, não há no mundo duas pessoas iguais. Não há possibilidade de substituir uma pessoa. Querer que o outro seja como eu e reduzir esse outro a uma coisa. Individualidade."


Pensei muito com esse texto. Refleti e tal.
Isso se aplica à vida não é? Tantas pessoas procurando o perfeito, a perfeição, querendo ser perfeito.
Isso é impossível. Pelo amor de Deus.
As pessoas não se tocam, é impressionante.

De repente, mais um texto; dessa vez um poema:
"As Dores do Mundo"
"Sinto bem fundo
 todas as dores do mundo
 Só que meu poema
 não conseguir tocar
 em feridas maiores.
 Abro jornais
 e leio e choro e me arrepio
 com a fome,
 com a guerra,
 com a aids,
 com a violência,
 com a destruição
 do verde e da vida
 Tento escrever
 mas sai um poema impotente
 Fico pensando:
 as dores do mundo
 pedem canções
 ou exigem ações?"
                                                                                 Elias José.

Esse cara é bom.
Só o que tenho a dizer.

                                                                                                  

Sexta - Feira, 27/02 Cozinha, jantando

Apesar de estar comendo, escrevo muito bem. Quero dizer, não tanto quanto se estivesse sem um garfo na mão, mas, tanto faz.
Sabe, por mais incrível que pareça, não estou me importando, nem um pouco. Com as bruxas, é claro.
Raciocinei e percebi algo relevante e demasiadamente interessante, para mim, nesse caso.
Levanto cedo, enquanto as madames estão dormindo; passo seis horas fora de casa(na escola); nisso elas que estão fora, almoçando (declaram ao chegar que nem sonham em almoçar, jantar ou comer qualquer coisa aqui ou daqui de casa. O que para mim é ótimo, já que a companhia de Bartô me agrada mais do que a delas).
Bom, chegam duas horas depois, enquanto me arrumo para ir à aula de ioga, violão ou caminhar; volto uma hora e meia depois.
RESUMINDO, verei-as apenas no período noturno, se eu cruzar com elas, o que é pouco provável, já que fico no meu quarto, estudando.
Talvez essa irônica convivência - irônica, pois mal as verei -, não seja tão infernal e horrenda. Talvez eu não cave minha própria cova.
Que bom, agora me sinto melhor.
Sabendo que suicídio, eu não vou cometer.
Nossa.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sexta - feira, 27/02 Quarto

Ok. O que foi aquilo?
É muito impossível. Sério.
Como...um sonho...que na verdade ERA um pesadelo e se transformo num sonho.
Inacreditável.
Bom, começando do começo né? (redundância necessária).
Cheguei em casa - porque afinal de contas, eu estava na escola -, e me deparei com um bilhete.
Automaticamente achei que fosse dos meus pais, que estivesse informando que eles já tinham partido, friamente, sei dizer adeus.
Não.
FELIZMENTE.
Era um bilhete das bruxas, dizendo que estavam em um hotel e passariam a semana lá.
Ok.
E eu?
Eu fico sozinha.Perfeito.
Sério mesmo.Sem ironia.
Aliás, tinha um P.S.



P.S: não conte NADA para seus pais...senão...já sabe.
Já sabe O QUE??????????????????
Pelo menos, uma semana sem elas.
Agora, o que me aguarda...eu não sei.